terça-feira, 7 de julho de 2009

A vida me ensinou...


A dizer adeus às pessoas que amo,sem tira-las do meu coração.Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostra-las que sou diferente do que elas pensam.Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.Calar-me para ouvir aprender com meus erros, afinal eu posso ser sempre melhor.A lutar contra as injustiças sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo, a ser forte quando os que amo estão com problemas.Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho, ouvir a todos que só precisam desabafar.Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor.A alegrar a quem precisa, a pedir perdão, a sonhar acordado, a acordar para a realidade (sempre que for necessário).E a aproveitar cada instante de felicidade.A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las ea ver o encanto do pôr-do-sol. A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser.A abrir minhas janelas para o amor a não temer o futuro me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher. -Charles Chaplin.

Está sol. E eu choro porque você ficava irritado com o sol. E você irritado era tão perfeito que eu tinha medo. Choro porque acho ridículo os jogos da vida, qualquer coisa é ridícula perto desse amor que é tão simples e óbvio. Quando finalmente eu consigo me arrumar em meio a esse rio de lágrimas, eu choro porque o caminhão do gás passou e aquela musiquinha idiota, mais algumas crianças berrando na calçada lá embaixo e mais dois passarinhos cantando na minha janela, me lembram que a rotina, e a alegria ainda existem, apesar de você não estar mais aqui. Nada, nada aconteceu para o mundo. E eu me sinto minúscula e sozinha por não ter a cumplicidade da vida lá fora, por não ter um minuto de silêncio pela nossa morte, por ter que sentir tudo isso sozinha, entre essas paredes da minha casa que tanto me lembram você.Odeio a ordem de tudo, odeio a funcionalidade de tudo, odeio que a TV ligue, que o telefone toque, que meu estômago peça comida e, principalmente, que você, não muito longe daqui, sorria. Vou cumprir com minhas obrigações sem nada dentro de mim a não ser um monstro parasita que se alimenta do meu desespero, nenhum farelo de comida. Meu lado da frente está quase colando ao de trás, talvez na falta de você eu precise mesmo me juntar mais a mim mesma. Minha mesa está lá, meu lixo está lá, minha cadeira, a menina grande que fala igual a um homem, a gordinha solícita que não pára de me olhar até que eu olhe para ela, sorria e diga bom dia. Está tudo lá, mas você, mais uma vez, não está aqui.Volto para casa e choro, que novidade? Mas dessa vez porque me olho no espelho, e isso também me lembra você. Eu era sua, a sua menina, a que tinha medo de amar demais, assim como você. Que esperava sofridamente você voltar mas nunca deixou de te amar mesmo quando você ia.Todo mundo me fala que eu preciso ser minha, inclusive pra ser sua, mas eu não deixo de olhar para o espelho e ver uma metade de gente, uma metade de sonho, de sexo, de alegria e de futuro. Que se foda a auto-ajuda, que se fodam os livros com homens carecas, que se foda o terceiro olho, e que se foda a psicologia: eu sou mesmo metade sem você e que se foda.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Saindo da Teoria da Vaca..

Vocês sabiam, que um pinguin permanece pra sempre com a mesma pinguinzinha? *-*