sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Onde está a verdade humana?


Muitas vezes me enganei com frases bonitas, com gestos alegres; com risos forçados, com olhares profundos e com abraços apertados. Mas por trás de tudo isso havia tristeza, agônia, falsidade, chacota e muita maldade. Eu queria simplismente algo verdadeiro, assim como as lágrimas que muito derramei por pessoas que nunca derramaram nem nunca derramarão por mim. Então o que eu posso ganhar com isso? Será que nada? Será que tudo? Não! Ganhei mais verdade, a verdade que tanto procuro. A verdade que não se resume em apenas não mentir; a verdade que é algo mais do que ter uma doença incuravel e não se enganar de que é imortal; a verdade além do saber que pobreza existe e do conhecer sobre a melamcolia dos poetas. Por isso, não quero a verdade nua e crua, e sim quero que ela se vista de ser-humano e que cozinhe lentamente, para que eu possa saborear com voracidade a verdade de algum ser vivente.

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