
Esta semana que está chegando será difícil.
Últimas provas, entregas de trabalhos, alguns detalhes que devem estar em ordem até essa sexta-feira. Não só em relação à faculdade, mas às coisas práticas da vida, da rotina.
A parte boa é que na sexta-feira mudares de ares. A parte péssima é que talves isso não dure muito tempo. Escolhas acarretam conseqüências.
E também estarei sofrendo algumas conseqüências esta semana. A escolha foi acertada e eu não modificaria. Mas para fazer a coisa certa é preciso ter coragem para enfrentar seus desdobramentos. E sempre fica aquele pensamento: “Mas será que realmente foi a escolha certa?” Por enquanto acho que sim.
Queria ficar afastada do mundo em Dezembro e Janeiro. Por escolha. Apenas sumir da vida de muito. Preciso desse tempo pra mim mesma. Ficar próxima das pessoas - nesse momento que estou vivendo - vai me magoar demais. Estou fazendo um daqueles movimentos malucos de auto-proteção que às vezes a gente faz na vida. Preciso disso agora.
Tenho que colocar a cabeça e o coração em ordem para atravessar esse próximo ano. Preciso me convencer de que certas vezes as coisas simplesmente são como são. Quero encontrar dentro de mim, uma forma de viver isso de modo mais leve. Quando você quebra a cabeça tentando encontrar uma saída alternativa e não chega a nenhuma conclusão, talvez seja porque não existe atalho: torna-se necessário trilhar a estrada toda. É isso que quero: poupar fôlego e me preparar psicologicamente para o longo caminho que vai ter a duração média de um ano.
A minha impressão é de que estou segurando o choro agora e programando-o para daqui a duas semanas. Que é quando eu vou poder chorar sem afetar a vida de ninguém, talvez nem a minha própria.
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