sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Aos que não enxergam.


"Não, você não sabe. Você não sabe como eu tentei me interessar pelo desinteressantíssimo." (Caio F.)

Sou alma e coração, energia em movimento, o extremo dos sentidos, a explosão dos sentimentos. Sou o que condenam e o que admiram intimamente, a experiência dos que só imaginam e não fazem, a reviravolta do normal frente ao diferente apaixonante. Eu fujo dos instintos competitivos, sou a paz de uma vida sem concorrências, onde viver feliz depende daqueles que nos rodeiam e da simplicidade de um mundo à parte do consumismo desenfreado. E quando falo em consumismo, falo em todas as suas variações, consumo de coisas, de notícias, de pessoas, as últimas principalmente, consumir pessoas assim como se consome cigarros, “a gente fuma, esmaga a ponta no cinzeiro, depois vira na privada, puxa a descarga, pronto, acabou”.
Odeio a superficialidade dos encontros forjados e das conversas sem profundidade, gosto mesmo é de envolvimento, conhecer o outro, entrar na realidade de um estranho, permitir que se aproximem de mim e me acrescentem. Não vejo nexo em beijos sem sentimentos e amor sem... amor. Eu sou o tipo de pessoa que mergulha de cabeça nas coisas, independente das circunstâncias. Gosto mesmo é dos pequenos prazeres, um pôr-do-sol num domingo, uma cerveja na praia ou uma noite quietinha em casa com alguém especial. Não tenho paciência para buxixos, tampouco para olhares tortos em um ambiente de aparências. Por isso, prefiro me ausentar dos que me parecem pequenos a ter que sustentar sorrisos forçados. Não consigo mentir o que sinto.
Tenho gênio forte, uma rebeldia que me cega e uma transparência que às vezes me trai. E apesar de levar a vida nas extremidades – o que me faz gritar de felicidade e morrer de tristeza em curtos períodos de tempo – sinto que, se não fosse assim, morreria mesmo é entediada. Melhor viver sentindo do que a apatia de apenas existir. Mas, além de tudo, sou alguém que ainda acredita nas pessoas. Ou pelo menos no que há de melhor delas. E ainda que, dia após dia, passe por provações que poderiam me fazer desistir, eu não me abalo. Desistir não é nobre. Acreditar sempre foi o primeiro passo dos visionários. Basta enxergar além do que se vê. Afinal, o plano é apenas ser feliz. Não é?

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