terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os beijos se evaporam

Que difícil aceitar a derrota de um amor,
em que você e eu lutamos com a alma até o final.

Somos testemunhas mudas da agonia de nosso amor.

E destroem-se os sonhos,
Evaporam-se os beijos,
Dissolve-se sua imagem, mas você continua em toda a parte...

Levo você em mim, como as ondas são levadas pelo vento.

Como uma fonte no deserto
é você para mim.

Vejo você em mim como uma miragem
que aparece e desaparece
deixando só a realidade...

Como um dragão que luta e morre
fiquei sem asas e sem ginete...


(Confissão deste poema: O final foi inspirado em um filme Eragon. Cada dragão tem seu ginete para lutar nas batalhas, e eles chegam a ser tão unidos que veêm com os mesmos olhos.
Se matam seu ginete o dragão morre automaticamente, não sobrevive sem ele. Mas se o dragão morre o ginete pode continuar. Disso trata este poema. No final, o dragão luta com o ginete e fica sem asas, morre... mas o ginete segue seu caminho).

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