
Minha mãe sempre me dizia que "o tempo é senhor de tudo". Eu era daquelas crianças que estavam sempre ansiosas, dava um passo pensando no passo seguinte e tudo na minha vida tinha uma certa urgência. Não sei dizer se as coisas agora estão diferentes, ainda tenho por vezes este sentimento de urgência, mas aprendi ao longo do caminho, que tudo tem o seu momento para acontecer, e por mais que o desejo seja enorme, por mais que a vontade de interferir na ordem natural do universo seja angustiante eu pouco ou nada posso fazer. Tenho a sensação de que tudo existente no mundo segue um tempo diferente do próprio tempo em si...
Assim, por vezes perdi o momento de dizer o "eu te amo", "o me desculpe", "o volta pra mim".... bem como "o basta", "o siga seu rumo".
E percebi nos momentos seguintes que a vida seguiu adiante, que outras possibilidades surgiram, que outros sentimentos nasceram, que para cada final existe sempre um começo, como um ciclo que se repete sem fim. Mas diferente dos ciclos de uma forma geral, nós podemos fazer as coisas diferentes, podemos interferir em alguma coisa o andamento dele, algumas vezes para o bem, outras não.
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