O tempo se perdeu do fluxo continuo, não existe mais limites para o que sinto e como sinto, porém consigo levar. Poderia eu deixar de complicar, tentar enquadrar a minha vida, num parâmetro qualquer, me enfiar numa esquina ou ruela, procurar algo muito difícil, do qual eu sei que dou conta, entretanto não, isto não foi feito pra mim, só consigo gostar do que me estraga, do que me fere e do que me agrada com eloquência, só consigo levar adiante se não for quieto, se permanecer intenso, nem que seja apenas em minha mente. Então me faltam lágrimas e me faltam vozes grosseiras, me falta espaço em quarto e me falta esquecer o que fui, me falta lembrar o que fui, me falta, sempre. Músicas sem agrado algum, pessoas sem chamativo algum, lugares sem animação, não é por ser apenas monocromático, não é por estar na mesmice, sempre, tem mais a ver com evaporação de espírito, está mais ligado ao sentimentalismo inexpressado, a falta do que sentir, a falta do que criar. Tudo se resumi em falta e risco, um completando o outro. Então falta-se riscos, falta-me brilho intenso, pois tudo me distrai, e eu perco o alinhamento da mente-coração, eu me envolvo em qualquer saída inapropriada, apenas para me manter fora de foco, apenas para um diferencial pessoal, eu necessito forjar, mas com tudo, eu canso.
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