segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu quero.

Eu quero mesmo é que passe, passe tudo e fique apenas o que se modifique, o que é bom, o que é sempre sorriso. Quero mesmo é esquecer um monte de detalhe, esquecer dias e meses, mas lembrar do abraço e do cheiro, do cabelo. Quero mesmo é não entender, que é para poder pensar e sonhar e desejar o novo de novo, o diferente, o ausente. Não quero esse negócio de ter certeza, coisa de para sempre, quero nada. Quero é sentir frio na barriga, apaixonar todo dia, por tudo, todo mundo, todo canto, pelo encanto e pelo beijo, aquele nó, aquele vento, a pele marcada. E quero fazer tudo isso olhando para o mar, transbordando em oceanos, pode ser pacífico, atlântico ou índico, e que venha o vermelho, o azul, o amarelo, as cores, os temperos e texturas.

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